Whole 30: O início do desafio e as minhas motivações

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Pois que a semana começa aqui pelo blogue com um desafio bem interessante chamado Whole 30. Há quem lhe chame dieta, há quem diga que é um estilo de vida, há quem não diga nada e faça só porque sim, para mim entendo-o como uma reeducação do palato e de quebrar com vícios alimentares. Mas vamos por partes.

O que é o Whole 30?

O Whole 30, é um programa de 30 dias (que pode ser extendido para 45, 60, 90) que procura acima de tudo retirar alguns alimentos mais inflamatórios da alimentação e deixar somente alimentos verdadeiros. A base do Whole 30 acredita que estes alimentos acabam por causar mais quebras de energia, problemas digestivos e de pele entre outros. E que ao retirar-se durante x tempo estes alimentos e depois introduzi-los lentamente conseguimos ouvir melhor os sinais que o nosso corpo nos dá sobre a sua reação a certo alimento. Assim sendo no Whole 30 não são permitidos açúcares simples, cereais, lacticínios, leguminosas, bebidas alcoólicas e alimentos processados.

Uma das melhores coisas que o Whole 30 promove é a leitura de rótulos, porque especialmente o açúcar vem escondido em alguns alimentos de muitas formas. Para além disso, dizem que este desafio entre muitas coisas,  acaba por promover uma pele mais saudável, um intestino mais funcional e que é uma grande ajuda para controlar a compulsão alimentar.

Ora então, porque é que vou fazer o Whole 30?

1- Para me motivar a cozinhar mais!

Confessem, desta não estavam à espera. Mas sim é a mais pura das verdades. Se me seguem atentamente por aqui, já devem ter lido em um ou outro post que não sou eu que cozinho em casa. E acaba por ser engraçado quando digo às pessoas isto, porque como partilho pequenos almoços deliciosos e crio receitas para o Páginas Salteadas, muita gente acha que eu sou uma cozinheira de mão cheia, mas a verdade é que eu não adoro cozinhar. Se tiver de o fazer faço, se houver alguém que o possa fazer por mim melhor.

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Ora este último fim-de-semana resolvi pegar num livro que estava na estante há mais de 1 ano por ler chamado Detox Paleo da Joana Moura, e para além de toda a explicação sobre isto do Whole 30, o livro trazia receitas deliciosas e fáceis de fazer e eu pensei que estava aqui o mote para eu me desafiar durante 30 dias a tomar as rédeas da cozinha.

2 – Para reduzir a quantidade de vezes que como ao dia

Cada vez acredito mais que nós comemos demasiado e já há muito tempo que para mim não me faz qualquer sentido comer de 3 em 3h, quando passo o dia inteiro sentada. Basicamente estou de x em x tempo a dar energia a um corpo que pouco se move durante o dia. Para além disso eu própria comecei a reparar que não sentia fome a meio da manhã e mesmo à tarde é impossível para mim fazer dois lanches porque não tenho fome.

Ora nos últimos meses este tema tem sido bastante debatido com o meu nutricionista (que segue uma corrente mais paleo) e ele concorda comigo nesta questão de comermos demasiado, mas como cada organismo é diferente, há pessoas que efectivamente precisam de ter aqueles snacks a meio do dia e outras não, portanto cada caso tem de ser visto individualmente.

Ora o meu objectivo principal é manter as 4 refeições diárias que já faço e depois se ao longo deste desafio me for sentido mesmo bem, reduzir para 3. A ideia é ter refeições mais completas para o corpo não ter necessidade de andar sempre a petiscar. No entanto como vos disse, cada corpo é um corpo. Eu nem sequer estou a fazer isto por uma questão de peso, mas sim para optimizar a comida que ingiro.

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3 – Para perceber a verdadeira diferença entre fome e vontade de comer

No início do ano fiz um tratamento chamado Hidroterapia do Cólon e o naturapata que me seguiu, disse-me que nenhum de nós sabe o que é realmente ter fome e que na maior parte das vezes comemos porque vemos os outros a fazer. Ora isto nas últimas semanas fez-me bastante sentido, porque dei por mim a comer bolachas marinheiras dos meus colegas só porque os via a comer, mesmo tendo os meus snacks na bolsa.

E atenção: NÃO HÁ NADA DE MAL EM COMER BOLACHAS – escrevo em caps para não acharem que estou a condenar quem come porque como disse acima, eu também como. Mas comecei a pensar a fundo, que às vezes eu ainda acabo por comer de forma emocional e que ver outras pessoas a comer, activa aqui qualquer coisa no cerebro que me diz: Vânia filha come lá uma bolachinha estás mesmo a morrer de fome. Ora o meu objectivo não é de todo passar fome, mas é acima de tudo comer o suficiente para controlar alguns cravings.

4 – À excepção das leguminosas, não vai haver uma grande mudança alimentar

Eu acredito que o Whole 30 não me vá custar, porque a verdade é que eu já sigo uma corrente mais paleo desde o início de 2017.  Eu nunca gostei de me categorizar dentro de um regime alimentar, porque a verdade é que eu consumo leguminosas e aveia às vezes (que não são permitidas na paleo extrita), mas no geral a minha inclinação alimentar é para esta corrente. Inclusive ja partilhei várias receitas por aqui que encaixam na perfeição neste desafio:

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A fotografia que aparece no post, já é do meu pequeno-almoço de hoje e como podem ver, não muda quase nada dos pequenos almoços que já costumava partilhar.

Ora a grande mudança a nível alimentar é exactamente a retirada das leguminosas, o que até me agrada porque quero perceber se o inchaço que tenho sentido nas últimas semanas se deve ao excesso de leguminosas que ando a comer (e que adoro mas eu abuso muito). Portanto esta será provavelmente a maior alteração, o que me dá uma grande vantagem neste desafio.

 

Posto isto, hoje é o meu dia 1 de um duplo desafio, porque não só estou a começar o Whole 30, como sou eu que vou tomar as rédeas da cozinha nos próximos 30 dias. Assim sendo, o objectivo é trazer-vos semanalmente considerações sobre como está tudo a correr o que vai ajudar a manter-me comprometida com o desafio. Vamos a isto?

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6 Comments

  1. Responder

    Susana Ribeiro

    Julho 23, 2018

    Também quero! Já sabes como sou macaquinha de imitação 😀

    • Responder

      vânia duarte

      Julho 23, 2018

      então vamos embora 🙂 toca a começar hehehehhehe

  2. Responder

    Xana Nunes

    Agosto 21, 2018

    Olha que so me apercebi deste movimento ha poucos dias nas tuas stories e agora enquanto almoço é que estou a ler tudinho com atenção. Confesso que já ando há alguns meses para fazer aquilo do 30 dias sem açúcar mas depois falta-me a coragem, definitivamente.
    Essa questão que abordas a certa altura no texto de que comemos muitas vezes ao dia é que me deixa de cabelos em pé! Tenho ouvido e lido demasiada gente a dizer isso e fico com um friozinho na barriga porque eu sinto mesmo necessidade de comer de 3h em 3h :/ e nao é por simpatia porque a minha colega de trabalho come de 5 em 5 minutos ahahaha ja lhe disse que nao lhe faz bem xP bem , vou prosseguir com a leitura dos resumos de todas as semanas 🙂 beijinho *

    • Responder

      vânia duarte

      Agosto 21, 2018

      Querida Xana, sabes eu acho que nós acima de tudo devemos ouvir o nosso corpo. Se sentes necessidade de comer mais vezes ao dia não há qualquer problema, não acho que nisto da alimentação existam certezas absolutas e o que está bom para mim pode não estar para ti, por isso não há qualquer problema em comeres mais vezes mesmo em whole 30 🙂 Experimenta para veres como te sentes. beijinho grande

  3. Responder

    Catarina (Joan of July)

    Setembro 6, 2018

    Sentiste que o Whole 30 te deixou com mais energia? Estou com vontade de pesquisar sobre isto, quiçá de me aventurar nestes 30 dias. Parece-me algo perfeitamente saudável e equilibrado. 😀
    Gostei desta frase porque me identifiquei imenso: “Cada vez acredito mais que nós comemos demasiado e já há muito tempo que para mim não me faz qualquer sentido comer de 3 em 3h, quando passo o dia inteiro sentada.” Eu nunca tenho fome suficiente para comer tantas vezes e, nesse aspecto, já aprendi a ouvir o meu corpo. Não vale a pena insistir, quando ele tem fome, ele “apita”. 😛

    • Responder

      vânia duarte

      Setembro 7, 2018

      Foi das coisas onde mais notei diferença Cat, sinto-me com pilhas novas sabes, é absurdo mas é mesmo verdade. Acho que devias experimentar, é um desafio super consciente e muito equilibrado mesmo que nos ajuda a escutar mais o corpo e a perceber todas as questões relacionadas com as fomes, as neuras e certos desiquilibrios. Eu vou fazer um vídeo sobre isto 🙂 Quando ao comer de 3 em 3 horas fazes bem, não há necessidade de comer se não tens fome 🙂 beijinhos

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