O que separa a inspiração da perda de identidade própria

inspiração lolly taste blog

Hoje decidi começar a semana por aqui a falar-te de inspiração. Afinal de contas devido às redes sociais todos os dias “conhecemos” pessoas novas, com histórias maravilhosas e que nos tocam de alguma forma. Muitas vezes são estas pessoas que nos levam a mudar hábitos, a procurar cuidarmos melhor de nós, da nossa vida e quem sabe até a mudarmos o rumo da nossa profissão.

Na verdade é óptimo que isto aconteça. O mundo é gigante. Há tanta gente interessante para conhecer, tanta sabedoria para beber, que seria uma estupidez não abrirmos o coração e a mente para o que outros têm para nos ensinar. Eu própria tenho pessoas que me inspiram muito. Inspira-me a minha família mais próxima. Inspiram-me as minhas amigas. Inspiram-me algumas pessoas da Internet e até escrevi sobre algumas delas o ano passado.

Eu sei que muitas das pessoas que me inspiram, acabaram por moldar de uma forma ou de outra algumas das minhas escolhas. E isto não é necessariamente mau quando temos total consciência disto. Pegando no exemplo da comida vegan. Apesar de eu não comer carne há 2 anos não sou vegetariana, nem meia vegetariana, nem pescetariana, nem flexeteriana (adoro esta), nem outra palavra qualquer acabada em “ana”. Sou simplesmente a Vânia. Tomei uma decisão de deixar de comer carne em plena consciência e procurei ajuda nutricional quando o fiz para garantir que não iria sofrer de nenhuma carência.

Ora o meu interesse por culinária vegan já existia. Mas ao ter deixado de comer carne fiquei mais desperta para este assunto. Naveguei por muitos blogues, experimentei muita coisa, mas é claro que tenho a minha inspiração. A Vânia do Made By Choices. Portanto não há nada de errado em assumir que me tornei muito mais atenta e curiosa a receitas vegans, desde que comecei a estar mais atenta ao conteúdo da Vânia.

Arranjar inspiração nos outros é efectivamente maravilhoso

Porque ajuda-nos efectivamente a abrir os horizontes. E sei que muitas vezes ajuda também algumas pessoas a sentirem que não estão sozinhas. Eu própria acabo por ser uma inspiração para muitas meninas e mulheres. E não há nada de errado de assumir isto. Não estou a ser pretenciosa de todo. Ao falar na primeira pessoa de assuntos mais delicados, acabo muitas vezes por servir de porto de abrigo a algumas pessoas. Acabo por transmitir confiança suficiente para que as pessoas desabafem e sintam que não estão sozinhas. E acima de tudo acabo por ser uma forma de perceberem, que é possível vencer os nossos demónios. Sejam eles quais forem. E tudo isto é OK. A menos que comecemos a perder a nossa identidade por causa de uma inspiração.

Então o que separa a inspiração da perda de identidade própria?

Vou contar-vos uma história. Uma coisa que se passou comigo durante o ano passado. E que nenhum de vocês deu conta. Porque nunca abordei isto nas redes nem em qualquer lugar. E porque é importante perceberem que nas redes sociais só mostramos aquilo que efectivamente queremos.

Eu disse-vos que 2017 foi um ano absolutamente incrível. Aliás a última semana de 2017 foi somente dedicada a reviews de um ano fabuloso. Como este post sobre Os 5 momentos mais incríveis parte 1 e este, sobre os Os 5 momentos mais incríveis parte 2.  Ora ter tido um ano tão espectacular, significa que eu fui sempre feliz e bem resolvida?  É óbvio que não. Pelo menos ao que se refere uma parte da minha vida.

2017 foi para mim um ano de me focar muito na alimentação e na minha paz interior. Eu queria paz. Queria alcançar equilíbrio e de me deixar de render à Fome Emocional e às muitas dietas que sempre pautaram a minha vida. Por causa desta minha vontade louca de ser mais feliz comigo própria, procurei rodear-me de inspirações. De pessoas que me motivassem a gostar mais de mim. A olhar mais para o meu interior. E a criticar-me menos. É óbvio que estou onde estou hoje, ao nível da alimentação e do meu bem estar, porque trabalhei para isso. Porque não desisti à minima falha, mas sei que, muitas das inspirações que retirei de algumas pessoas me ajudaram neste caminho.

E no meio de toda a inspiração comecei a questionar todas as escolhas da minha vida

Com o passar dos meses dei por mim a questionar a minha escolha profissional. A questionar se era aquilo que queria fazer. Comecei a colocar defeitos em tudo o que fazia. E durante uns meses, ir trabalhar para mim, tornou-se um verdadeiro sacrifício. E para ajudar à festa todas as pessoas à minha volta se estavam a despedir. A acenar com uma bandeira, a sua “liberdade” profissional.

E de repente eu também me quis despedir. De repente eu também queria mandar tudo ao ar e perseguir não sabia bem o quê. Mas queria despedir-me. E durante esse tempo decidi que ia ser: Coach Profissional, Facilitadora de PNL, Health Coach e Professora de Ioga. Não vos consigo explicar o quanto o meu namorado se divertia sempre que eu aparecia com uma coisa nova. Era como se todos os meses eu quisesse ter um brinquedo novo. E tinha a certeza que era daquilo que gostava até….encontrar um novo brinquedo.

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Andei durante meses a tentar encontrar o meu Santo Graal Profissional

Passava horas na net a procurar informação sobre todos os cursos que me interessavam. Tirava inspiração de outras pessoas que já tinham esses cursos, usava-as como mentores para eu própria decidir que estava na altura de arriscar. E lia. Lia muito sobre todos os cursos e continuava a querer despedir-me. Porque sentia que só assim seria feliz profissionalmente. Até que em Outubro fui de férias para São Tomé e Principe e decidi fazer um detox digital. Decidi que ia aproveitar essas férias para me desconectar do mundo online e assim fiz. Acabou por ser mais fácil porque a internet era muito má nos sítios onde estive, mas efectivamente habituei-me mais facilmente do que estava à espera. Fui de férias, aproveitei, vim de férias e quando regressei ao trabalho senti tranquilidade.

Não senti aquela angustia de regressar ao trabalho. Não senti tristeza. Ok, é espectacular estar de férias, mas não senti que ao regressar me estava a enforcar entendem? Senti-me bem e foi exactamente aqui que percebi o meu problema.

A inspiração que eu tirava dos outros estava a fazer-me perder a identidade própria

Assim sem tirar nem pôr foi exactamente isto que aconteceu. E eu percebi que me queria despedir porque hoje em dia só se fala disto. Só se fala de largar toda uma carreira e ir trabalhar por conta própria. Só se fala de que trabalhar por conta de outrem é o Inferno. Só se fala de não ter horários e de se trabalhar onde se quer. E tudo isto é muito giro, mas nós não somos iguais. De repente o que eu sinto é que agora há quase uma obrigação de teres que ter um sonho absolutamente espectacular e empreendedor – ahhh como eu amo esta palavra. E quem não arrisca, quem decide ficar a fazer o que está a fazer não está a aproveitar a vida e quando for velho vai arrepender-se.

Caramba…como é que é possível antecipar o que se vai sentir quando chegarmos a velhos? Porque é que alguém se vai arrepender de trabalhar para outra pessoa no fim da vida se esta foi a sua escolha? Porque é que o arrependimento vem sempre de quem decidiu ficar e não de quem decidiu arriscar? Serão os que arriscam despedir-se, mais corajosos do que os que não se arriscam? Mas porquê? Porque mandam tudo ao ar? E vivem muitas vezes com dificuldades financeiras, mas é mais fixe dizer-se que se é empreendedor?

 

Porque é que de repente ter-se horários é mau? Eu gosto de ter horários.

Gosto de ter a minha vida estruturada. E na realidade não sinto que vivo menos ou que me divirto menos porque tenho horários. Não sinto que vivo para o fim-de-semana porque efectivamente durante a semana eu faço muito mais coisas do que trabalhar. Não sinto que ando a perder viagens porque eu farto-me de viajar. E acima de tudo não sinto que sou menos feliz porque tenho um local de trabalho, um chefe e um ordenado certo ao fim do mês.

A questão aqui, é que nos últimos tempos o empreendedorismo é-nos vendido como sendo uma coisa espectacular.

E é na verdade. É maravilhoso ver projectos nascerem. Ver pessoas a perseguirem os seus sonhos e conseguirem concretizá-los. Mas é duro. É difícil. E ninguém fala disto. É como se fosse tudo cor-de-rosa. Ninguém te diz que muito provavelmente nos primeiros meses – quem sabe primeiro ano – vai ser complicado arranjar clientes. Vai ser complicado teres dinheiro para te manter e que muito provavelmente vais ter meses muito complicados. Ninguém te diz que trabalhar por conta própria requer mais trabalho do que tu pensas. Mais organização do que tu pensas.

E muitas vezes menos liberdade do que tu pensas. Porque é o teu negócio. E vais estar sempre a pensar nele. E no que precisas de criar para o fazer crescer mais. Ninguém te diz que trabalhar por conta própria é muitas vezes solitário e que isto custa. E acima de tudo ninguém te diz, que para perseguires o teu sonho, nem sempre tens de te despedir.

Talvez pensem que estou a ser dramática. Mas dou-vos um exemplo.

Eu encaro o blogue como um trabalho. Há muito que deixou de ser um hobbie. Tenho um plano de negócio pensado para ele. Sei os números e metas que quero alcançar com ele. Sei o que ainda quero fazer com ele e sei acima de tudo o trabalho que isto me dá, fora do meu trabalho. Encara-o portanto como um segundo trabalho. Se gostava que o Lolly Taste se tornasse uma grande plataforma onde eu pudesse ajudar muitas mulheres a gostarem mais de si, e isto se tornasse uma grande fonte de rendimento? Sim muito. Se me vou despedir para o fazer, não. Se é impossível alcançar este sonho estando a trabalhar 8horas num sítio, também não. É tudo uma questão de prioridades. De definir o que é mesmo importante para mim e o que preciso de abdicar para o fazer.

Se ao fim-de-semana tenho mais tempo para escrever, e para estruturar todas as coisas que quero meter a mexer no blogue, então eu não me importo de abdicar de conhecer novos brunches todas as semanas. Mas isto não significa que eu não conheça novos locais. Significa sim que às vezes eu abdico de algumas coisas para perseguir outras coisas. E que abdicar não tem sempre que significar, fazer grandes mudanças na vida.

E esta foi uma das razões porque eu quis fazer o Happiness Project

Porque a ideia da Gretchen Rubin é que é possível sermos efectivamente felizes sem fazermos mudanças drásticas na nossa vida. E eu concordo com isto. Porque na realidade o nosso mal é termos demasiado de tudo. E como o temos nunca damos verdadeiramente valor a nada.

É óbvio que se sentes que a profissão que escolheste não é o caminho que queres seguir e há outra coisa que faz bater o teu coração, deves tentar alcançar esse objectivo. Mas não tens que te despedir. Não tens que mandar tudo às urtigas só porque hoje em dia os outros fazem. Usa o teu trabalho actual como forma de te dar acesso ao teu trabalho do futuro. Investe na formação do teu trabalho futuro com o salário do teu trabalho actual. E quando tiveres essa formação, começa a procurar clientes.

Dá a conhecer o teu projecto. Dá-te a conhecer e quando sentires que efectivamente faz sentido então dá o passo de te tornares independente. Mas sempre com consciência que a menos que vivas na casa dos teus pais, há contas para pagar e tens de comer, por isso em vez de tornares o teu trabalho uma coisa horrível, usa-o para criar a mudança na tua vida. A coach Sofia Assunção participou há uns meses no podcast da Cláudia onde fala destas coisas de uma forma incrível. Para mim foi sem dúvida, dos melhores podcasts do Officina e que eu acho sinceramente que muita gente devia ouvir.

Portanto o que é que se passou comigo no final desta história?

Não me despedi. Não tirei nenhum curso de Coaching, PNL, Health Coaching ou Yoga. E não estou infeliz. Percebi que acabei por ser demasiado influenciada por todas as pessoas que sigo e que me inspiram com as suas histórias de vida. Mas que são as delas e só delas. E eu, apesar de as adorar a todas, quero escrever a minha história. E isto não significa que daqui a uns tempos eu não decida tirar um curso destes – o PNL é algo que me atrai muito – e também não significa que um dia eu não possa ser a minha própria chefe. Eu não sei o futuro, entendem?

Da mesma forma que eu ter escrito este post sobre A razão porque deixei o ginásio e não quero voltar,  não significa que todas as pessoas tenham de passar a fazer treino Outdoor como eu, entendem? Se puder inspirar alguém a experimentar outro tipo de treino e essa pessoa sentir, que aquilo lhe faz sentido tudo bem. Mas se o ginásio, é que te faz sentido, é OK também. Eu posso inspirar mas no final tens de ser tu, a escolher o que é melhor para ti entendes?

Acabei por perceber depois de vir de São Tomé que eu sou feliz com a minha vida. Com o meu trabalho e com as coisas que consigo fazer acontecer ao mesmo tempo e para já isto basta-me. E isto não significa que seja menos corajosa nem menos sonhadora do que ninguém.

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22 Comments

  1. Responder

    Sofia Marques

    Janeiro 8, 2018

    Também comecei o Happiness Project exactamente por isso: por não ser necessário mudanças drásticas para sermos felizes, a felicidade está em nós e nós temos de saber o que nos faz realmente felizes com as coisas que temos em nosso redor que nem sempre lhes damos valor.
    Há muita informação e histórias de pessoas realmente fantásticas mas é a vida delas e nós não as conhecemos para sabermos se a dada altura que mudaram radicalmente de vida estavam felizes ou não com a que tinham, muito provavelmente não lol Mas o que eu quero dizer é que as mudanças drásticas podem acontecer, nós não nos conhecemos a nós próprios e quando finalmente tiramos tempo para isso se calhar o que temos à nossa volta chega para ser feliz mas também pode acontecer que nessa altura percebemos que o que temos nada tem a ver connosco e aí mudamos radicalmente.
    Cada caso, é um caso.
    Obrigada por esta partilha, pela tua inspiração.

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 8, 2018

      Concordo totalmente contigo Sofia, acima de tudo acho mesmo importante arranjar tempo para fazer um balanço geral da nossa vida e perceber o que sentimos que está bem e o que está mal. E caso a mudança drástica seja o caminho então é OK. O que eu sinto é que o facto de termos excesso de tudo hoje em dia nos faz estar insatisfeitos constantemente e se viver acomodado não é bom viver com esta sensação que falta sempre algo também não é 🙂 um grande beijinho para ti 🙂

  2. Responder

    Andreia Moita

    Janeiro 8, 2018

    Hoje em dia andamos todos perdidos porque há tanta informação que às vezes parece difícil encontrarmo-nos no meio disto tudo, não é? Temos tantos sonhos, ideias, projectos, coisas que queremos fazer. Se é duro para quem sabe o quer, o que será de quem não sabe?! Gosto tanto quando escreves estes textos “abre olhos”! BJ

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 8, 2018

      Acho que é mesmo esse o problema o excesso de tudo e o deixarmos de ouvir mesmo o que a nossa intuição nos diz 🙂 Obrigada pelo carinho querida Andreia 🙂

  3. Responder

    Filipa Maia

    Janeiro 8, 2018

    Muito bom, Vânia, gostei muito de ler!
    É óbvio que o empreendedorismo e trabalhar por conta própria não é para todos e não é nada fácil. Como já disse várias vezes, acredito que a chave está em conhecermo-nos muito bem e prestarmos atenção aos sinais. Acredito que quando voltaste de férias, a tua mente deu-te um sinal: se não te custou voltar ao trabalho é porque provavelmente estavas bem =) Tal como quando voltei de férias dos Açores, no final de Junho, a minha mente também me deu um sinal. Se antes já me estava a custar imenso ir para o trabalho (tal como a ti), o que até poderia ser apenas um sinal de cansaço, depois de voltar das férias passou a custar-me ainda mais! Foi exatamente nesse momento que percebi que estava na altura de mudar. No passado, sempre tinha voltado de férias com energia redobrada e cheia de vontade de voltar ao trabalho. Desta vez, algo mudara. Daí a importância de prestarmos atenção aos sinais (que às vezes são muito óbvios, mas às vezes são muito mais subtis) e ouvirmos a nossa intuição =) E a tua decisão só demonstra que conheces muito bem a pessoa que és e aquilo a que dás valor! Parabéns por isso e um beijinho muito grande*

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 8, 2018

      Tu sabes bem que te admiro 🙂 E que acho que foste das pessoas mais ponderadas a tomar a decisão que tomaste. Entendo perfeitamente o que dizes. Eu própria já tive fazes de rotura interna com alguns locais onde trabalhei e decidi mudar. Não foi o caso do que se passou o ano passado e agradeço ter tido o discernimento suficiente para distinguir o que se estava a passar 🙂 É mesmo importante prestarmos atenção aos sinais e acima de tudo à nossa intuição. Um grande beijinho querida Filipa.

  4. Responder

    Kéké

    Janeiro 8, 2018

    Quero muito começar o Happiness Project. É por estas e por outras que eu gosto tanto de ti. Porque és genuína, única e serás sempre a minha Vânia <3

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 8, 2018

      faz, vale bem a pena para traçar objectivos para o novo ano 🙂 beijinhos

  5. Responder

    Catarina

    Janeiro 8, 2018

    Querida Vânia, concordo tanto contigo! Hoje em dia, é muito fácil deixarmo-nos influenciar e até perder um pouco a nossa identidade…é tanta informação, vinda de todos os lados, que fica difícil manter o eixo de equilíbrio…
    Tens razão quando dizes que é possível manter mais do que um trabalho…é difícil, mas é possível! Eu, por exemplo, continuo a trabalhar como enfermeira e, a par disso, estou a iniciar o meu próprio negócio enquanto terapeuta holística e a criar o meu conceito de ‘enfermagem integrativa’, que pretendo desenvolver e dar a conhecer. O objectivo é fazer disso, em breve, a minha profissão a tempo inteiro, e trabalho para isso todos os dias! Mas com calma, sem pressões!
    Obrigada por mais este texto tão sincero e assertivo 🙂
    Um grande beijinho**

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 9, 2018

      É isso mesmo Catarina, é dificil e exige muito coordenação isto de ter coisas paralelas a acontecerem na nossa vida mas com esforço tudo se consegue. Desejo do fundo do coração que o teu negócio corra muito bem 🙂 Um grande beijinho

  6. Responder

    Vanessa

    Janeiro 9, 2018

    Olá Vânia! Vi espontaneamente conhecer o teu blog hoje por este artigo! Identifico-me em pleno com o que escreveste e acho que é importante abordar-se esta outra parte da história. Acabamos por colocar em cima dos nossos ombros uma pressão irracional por aquilo que nós voluntariamente deixamos entrar na nossa vida. Tal como dizes a inspiração é maravilhosa, mas a maior beleza está em nós pegarmos nela e flexibilizá-la à nossa verdade, à nossa vida e realidade. Creio que todas as pessoas têm um momento em que querem deixar tudo para trás, seja pela rotina, falta de motivação, necessidade extrema de aceitação pelos outros e pelo que está na vanguarda. Acredito que se for realmente a chamada da pessoa isso vai acontecer, seja mais cedo ou mais tarde. O que resulta para uns pode não resultar para outros e está tudo bem na mesma. Cada um está na sua caminhada e em diferentes estágios da sua vida. Podemos caminhar em harmonia lado a lado, sem nos fundirmos com a sombra de alguém.
    Sinceramente o Happiness Project é uma óptima ferramenta para se trabalhar na nossa evolução pessoal, porque nos faz pensar e descortinar aquelas coisas que verdadeiramente só dependem de nós.
    Votos de uma semana iluminada!
    Beijinho

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 9, 2018

      Querida Vanessa muito obrigada pela tua visita e comentário 🙂 E acredito mesmo no que dizes, se for o destino da pessoa mais cedo ou mais tarde ela vai saber se acima de tudo souber escutar o coração com atenção em vez de se deixar seguir somente por modas. um grande beijinho

  7. Responder

    Joana Silva

    Janeiro 9, 2018

    Querida Vânia é bom que escrevas sobre estes temas e que “acalmes” os corações de quem se vê nesta situação e acha que nada faz sentido e que as vidas alheias é que são espectaculares.
    O lado menos bom das redes sociais é, de facto, esse… Quereremos viver vidas que não são para nós.

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 9, 2018

      Joaninha linda 🙂 Obrigada pela tua visita e comentário 🙂 um grande beijinho

  8. Responder

    Joana Sousa

    Janeiro 9, 2018

    Que grande, grande texto, Vânia. E que espelha tão bem os problemas pelos quais muitos passamos – e eu sei que passo.

    Não falo muito disto, mas ter sido a “brilhantona” nos meus tempos de escola deixou-me com um síndrome de expectativas inchadas. Primeiro, porque fui para um curso com uma média muito inferior à que eu tinha e “ai, com uma média dessas vais para eng. civil?!”. Depois, porque vim trabalhar para uma pequena empresa perto de casa, com um salário não muito alto mas que até nem é mau, e “ai, vais ficar numa empresa pequenina, devias era mandar-te para o estrangeiro, abrir horizontes!”. A seguir “possa mas tu podias perfeitamente ganhar mais, só tinhas era que te sujeitar a trabalhar noutra empresa umas 12h por dia, mas vale a pena!”… Então, ver estes aventureiros todos, despedirem-se, mandar tudo às urtigas, e estar na moda ter a própria empresa aos 25 anos – coisa que eu não percebo como é que é possível, onde é que está a experiência?! – deixa-me com a sensação de que sou um carneiro e de que não estou a fazer nada com a minha vida. Mas porra, eu sou um carneiro feliz, por que raio é que fico a matutar nisto?! Tenho tudo o que quero, vejo o mundo quando quero, tenho boa companhia, tenho saúde…nada me falta e, ainda assim, insisto em comparar-me. E é nestes momentos que percebo que isto dos detox digitais é vital e faço mini retiros. E leio estes teus textos, também ajuda 🙂 Obrigada! <3 Ainda vou pegar neste teu texto e contar a minha história lá no estaminé… *

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 11, 2018

      eu percebo-te perfeitamente Joana, porque eu troquei uma grande agência de publicidade por uma bem mais pequena, mas acredita que sou muito mais feliz. Existem demasiadas expectactivas sobre nós mas no fim temos mesmo de ser nós a escolher o melhor. E acho que devias contar a tua história sem sombra de dúvidas <3

  9. Responder

    Daniela Oliveira Soares

    Janeiro 9, 2018

    Tens toda a razão Vânia, é bom ter inspirações mas devemos ter sempre um olhar crítico em tudo na vida, parar e pensar se é o melhor para nós, se é o que queremos. E tal como disses-te não somos todos iguais por isso não deve haver regras na hora de ser feliz, cada um deve ir tentando descobrir o seu caminho e sobretudo aproveitá-lo ao máximo!

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 11, 2018

      acima de tudo pensar por nós e para nós 🙂 beijo grande daniela 🙂

  10. Responder

    Juliana Pais

    Janeiro 9, 2018

    Este é aquele tipo de informação que nem toda a gente está disposta a ler: porque são demasiadas verdades expostas.
    E, hoje em dia, isso basta para afastar qualquer um que não se conheça nem a realidade que o rodeia.
    Conto pelos dedos as vezes que tive a certeza, verdadeiramente, de algo na minha vida. Porque estamos sempre a aprender.
    E, no entanto, como tu e todas as pessoas que tive o prazer de “conhecer” ao ler estes comentários aqui escritos, há cerca de um ano decidi dar resposta ao que me inquietava: conhecer quem sou. Na íntegra.
    Nem sempre é fácil porque encontramos respostas que não gostamos. Ou que não esperamos. Ou que não são “como os livros dizem que deve ser” para conseguirmos atingir uma vida plena de harmonia e felicidade.
    A meditação n-u-n-c-a esteve presente na minha vida. Até há cerca de duas semanas que realmente decidi dar o passo e me esforço para continuar isso: porque descobri que me faz bem. Isso, e ler. Ler. Escrever. Escrever é a minha paixão desde os meus 10 anos. Fosse num diário, fosse a inventar um romance, fosse o que fosse. Escrever.
    E tudo isto para dizer o quê? Que há pouco tempo, decidi dar ouvidos e prestar atenção aos sinais que me rodeiam.

    Agora, o desafio é: rodear-me de pessoas bonitas, que inspiram, que mexem com o meu Ser. que me ajudam a alcançar o nível a seguir. E, é por isto que estou cá. Para me rodear também de ti, Vânia.

    Um beijinho.
    E continua sempre assim: com o “coração-na-boca”.

    • Responder

      vânia duarte

      Janeiro 11, 2018

      Juliana minha querida deixaste-me sem palavra sabes? Fico sempre muito emocionada com todo o carinho e fico muito feliz que tenhas decidido ouvir e sentir todos os sinais e que escrevas. Se é o que te faz feliz escreve muito. escreve cada vez mais 🙂 um grande beijinho

  11. Responder

    Nuno Reis

    Janeiro 10, 2018

    O empreendedorismo não é para todos. Nem 1 em 20 tem sucesso. Mesmo um empresário por conta própria precisa de mentores para começar com o pé direito e não se perder entre as diferentes solicitações (ou desesperar com a falta delas). A melhor forma de tomar essa decisão é pensar “De tudo o que faço, o que me deixa realizado? O que dispensava? O que acrescentaria? Como me posso focar só nas coisas boas e viver disso?” Tu olhaste, fizeste o balanço e viste que não precisavas de coisas novas para já. Nâo mudaste de vida, mas a tua vida mudou porque adoptaste uma nova atitude. Desde que nunca te esqueças de fazer essa instrospecção, estás a caminhar para a felicidade. Força!

  12. Responder

    Natália Rodrigues

    Janeiro 13, 2018

    Acho que já tudo foi dito e concordo, o mais importante (e nem sempre fácil) é conhermos-nos, saber o que nos faz felizes a nós, e o que nos deixa desconfortáveis ou infelizes. A intuição é uma voz que fala muito baixinho, e no meio de tanto ruído, por vezes é difícil de ouvir. Estou agora a ler sobre o happiness project, parece fazer todo o sentido. Obrigada por essa clareza. Bjs

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