Páginas Salteadas: Escrito na água de Paula Hawkins e um batido verde

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E o páginas salteadas chega ao fim comigo e com o livro Escrito na Água.

Vou ser-vos o mais sincera possível. Confesso que de todos os livros que tivemos até agora no Páginas Salteadas, este foi o que mais me custou a ler. E se ao início eu achei que era porque não tinha qualquer conhecimento da obra de Paula Hawkins, essa ideia desapareceu logo, quando me lembrei da receita de Outubro e percebi que também nunca tinha lido nada de Ransom Riggs e tinha ficado totalmente apaixonada pelo Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares.

O bom deste projecto, é colocar-nos a ler coisas que normalmente não leríamos – pelo menos eu nunca teria pegado no Escrito na Água. E se na verdade tenho tido boas descobertas, neste caso perdoem-me os fãs, não gostei do livro.

Antes de o começar a ler, pesquisei sobre o que se tratava.

Porque na realidade eu estava super fora da obra de Paula Hawkins, e a premissa de Escrito na Água, até me pareceu bastante interessante. Uma investigação sobre a morte de Nel Abbot, que foi encontrada sem vida no rio que atravessa a vila onde a história acontece. Na falta de indícios de crime, todas as pistas apontam para que Nel se tenha suicidado. Mas o estranho é que este rio também conhecido por Poço das Afogadas, já tinha sido palco de outros suicídios antes.

E isto até poderia ser interessante, mas eu achei o livro carregado de clichés e de histórias mal contadas. E por isso não me prendeu. As personagens são exploradas muito superficialmente. E a narrativa torna-se tão previsível que a meio do livro eu pensei várias vezes em desistir.

Por não me ter apaixonado por ele, confesso que me foi muito complicado criar uma receita apaixonante para este livro. Então decidi seguir por algo que eu tinha na cabeça quando ainda só tinha lido uma pequena review. A verdade é que uma coisa boa dos livros, é criarmos o nosso próprio cenário. E quando li o nome Poço das Afogadas, sempre imaginei um pântano verde. Ou um poço cheio de musgo e muito velho. Um sítio abandonado, sinistro. Onde vidas se perdiam para sempre. E mesmo depois de ter percebido que não era bem assim o cenário, a minha ideia de poço continuava a ser esta.

Assim sendo decidi acompanhar este livro com um Smoothie Verde.

Que na verdade, nada tem a ver com o livro. Mas sim com a minha imaginação do que poderia ser o Poço das Afogadas. Um smoothie cheio de saúde – ao contrário das mulheres que por lá ficaram. Mas que acabou por ser a melhor forma de ilustrar a minha visão de um livro que não me apaixonou. Pelo contrário este Smoothie apaixona-me muito e é um dos meus pequenos-almoços favoritos.

Receita Smoothie Verde

150ml de água
1/4 de laranja
2 rodelas de ananás ou abacaxi
1 punhado de folhas de espinafres
2 colheres de sopa de aveia
1 colher de sopa de proteína de cânhamo
1 colher de sopa de linhaça

Juntar tudo numa liquidificadora e bater todos os ingredientes até obteres um sumo.

Aproveita para veres as receitas que as minhas parceiras neste projecto criaram, e fica atenta a Dezembro, porque o livro escolhido vai ser ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL <3

Catarina Alves de Sousa – Escrito no Gin

Andreia Moita – Salame de Chocolate

Joana Clara – Sopa o Poço das Afogadas

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