Vamos até Roterdão

A semana começa por aqui com uma viagem até Roterdão, estivemos por lá em Abril e não podia ter sido melhor escolha. 
Sempre tive uma grande curiosidade com esta cidade, conheci Amesterdão em 2014 e gostei bastante, enquanto lá estivemos era nossa intenção dar um pulo até Roterdão, mas com o passar dos dias percebemos que seria um pouco apertado por isso optámos por não o fazer. Até que este ano surgiu a oportunidade perfeita e por isso lá fomos nós. 
Roterdão é muito diferente de Amesterdão, e muito possivelmente é isso que torna Roterdão tão especial. É calmo, é amplo e muito menos “crowdy” tanto em turismo como em bicicletas. Quem já esteve em Amesterdão sabe o quanto é difícil andar na rua sem estar constantemente com medo de ser atropelado por uma bicicleta, em Roterdão elas também existem mas acho que em menos quantidade e as pessoas são menos intempestivas a pedalar. 

Nesta viagem queríamos descansar e não ter grandes obrigações de nada. Queríamos conhecer a cidade calmamente, e não ter grandes roteiros para seguir, por isso optámos por não ir a museus. e conhecer mais da cidade em si.
Uma das coisas que eu mais amo quando viajo, é procurar pontos altos nas cidades para as poder ver no seu todo e perceber a sua organização, apesar de eu ter pânico de alturas e passar sempre um pouco mal em sítios altos, é das coisas que mais gosto de fazer, ver as cidades de cima e Roterdão não foi excepção, por isso visitámos a Torre Euromast com 185metros de altura. Aqui conseguimos ter uma vista da cidade absolutamente maravilhosa, e subindo mesmo ao topo entramos num compartimento de vidro que vai girando, enquanto uma gravação vai contando sobre a história da cidade e podemos ter uma vista de 360 graus de toda a cidade. É aqui que podemos ver com toda a grandeza, o maior porto da Europa em pleno movimento e perceber também que Roterdão é uma gigantesca cidade verde. 

De seguida fomos até às cube houses e ao Market Hall. As cube houses são lindas de morrer e é mesmo um ponto obrigatório de visita, não entrámos em nenhuma, mas ficámos a admirar a sua arquitectura do lado de fora e valeu muito a pena, porque as construções são espectaculares e a
forma como se completam umas às outras é incrível.
O Market Hall, é um mercado cheio de vida, muitas bancas com produtos bastante variados e muitos sítios para comer, mas é a sua arquitectura toda em vidro, com o interior coberto por azulejos muito coloridos que chama mesmo a atenção e marca a diferença de tantos mercados deste género. Aproveitámos para jantar no restaurante italiano do Jaime Olivier, comemos muito bem e onde os preços praticados deixaram-nos muito surpreendidos pela positiva.

Fomos também aos Moinhos de Kinderdijk. São 19 moinhos que foram construídos em 1740, como parte de um sistema de controle de água que evitava enchentes. Os moinhos estão alinhados em duas fileiras opostas, e foram em 1997 reconhecidos pela UNESCO como património da Humanidade. Foi das zonas mais bonitas que visitámos e só não ficámos tanto tempo como queríamos, porque estava muito frio e vento e estar na rua começou a ficar muito desagradável.

Decidimos também que tínhamos de ir ver as
tulipas. Quando estivemos em Amesterdão em Junho era uma das coisas que mais gostávamos de ter visto, mas um amigo nosso que lá
vive disse que a altura das tulipas é entre abril e maio. Estando então por Roterdão na altura delas não podíamos perder esta oportunidade por isso aproveitamos que estávamos na época e rumámos até Keukenhof para ver. 
Lembro-me que quando chegámos vimos logo grandes campos
de tulipas mas como não sabíamos que podíamos visitar os campos de perto, fomos ao parque Keukenhof, porque achávamos que se
viam mais de perto os campos. 
Acabámos por nos enganar, porque para os campos
não é necessário pagar, por isso quem for a Roterdão e quiser ver as tulipas
não precisa de entrar neste parque, que é bonito sim, mas não deixa de custar 16€ cada entrada, e se podemos ver os grandes campos de sem
pagar acho que não vale muito a pena. 

Uma das muitas coisas que adorei em Roterdão é a facilidade de
encontrar comida saudável. 
É verdade sim que há as famosas batatas fritas com
maionese em todo o lado mas também há muita oferta de comida saudável, tanto em restaurantes como nos supermercados por
isso foi fácil manter uma boa alimentação nesta viagem.

Foi aqui que descobri a kette store, uma concept
store com coisas tão brutais que dá vontade de trazer tudo, caderninhos,
postais, canecas, roupa tudo com um ar super cool e depois a parte da cafeteria
com comida altamente saudável e deliciosa.

Outra coisa que me chamou a atenção,  foi reparar que as
pessoas adoram decorar as janelas, ao início pensei que fosse uma ou outra pessoa que fizesse isso mas
depois percebi que em quase todos os apartamentos ou casas, as janelas estavam todas
decoradas da parte de dentro, vasos, velas e outros objectos decorativos tudo
serve para deixar as janelas bonitas,  para além de que estão quase sempre de
cortinados abertos, foram várias as vezes que vi o que se passava dentro da
casa das pessoas mas acho que por não terem muitas horas de luz durante o ano
acabam por querer aproveitar tudo o que podem.
A viagem terminou e saímos de coração apaixonado com Roterdão, ambos dissemos
que Roterdão é uma cidade muito mais simpática para morar do que Amesterdão, e deixou aquela vontade de voltar novamente para conhecer ainda mais. 
Junho 27, 2016

RELATED POSTS

1 Comment

  1. Responder

    Flicker

    Junho 27, 2016

    Roterdao é top sem qualquer duvida! Mas uma nao tira o lugar da outra, gosto tb muito de Amsterdao. Claro que Roterdao é menos visitada e por isso acaba também de ser mais publicitada 😉

LEAVE A COMMENT