Tailândia – Banguecoque #1

Depois de um sono reparador, o dia 6 de Dezembro foi o escolhido para visitar alguns dos principais templos da cidade de Banguecoque. Acordámos cedo, vestimos uma roupa leve e confortável pois apesar de ser Inverno devido à humidade e à poluição a cidade é extremamente quente e partimos à aventura.
Logo à saída do nosso hotel não pude deixar de reparar nas inúmeras bancas de sumos de fruta e comida que partilham o mesmo espaço com os muitos carros que todos os dias invadem a cidade. Ali qualquer sítio é bom para se fazer negócio mesmo que seja na berma da estrada com uma distância muito curta entre vendedor e carros que por ali passam. Outra curiosidade é que muitas pessoas usam máscara na cara por causa da poluição, especialmente os condutores de motas e tuk tuks andam sempre prevenidos com máscaras.

Apanhámos um ferry para nos levar à outra margem do rio, onde ficava o Grand Palace, o Emerald Budha e o grande Budha deitado e não pude deixar de reparar como a cidade de Banguecoque não parece ter grande sentido de urbanismo. Grandes arranha-céus convivem com prédios mais pequenos que se amontoam em bairros de perder a vista. Há construções muito luxuosas ao lado de casas de bairros muito pobres, e a palavra que parece imperar numa cidade com 6,355 milhões de habitantes é construir cada vez mais. 


A saída do barco dava para um mercado de comida e roupa. Há muitos espalhados por toda a cidade com todo o tipo de produtos à venda. Não vi bichos estranhos à venda para comer apesar de saber que existem, mas havia coisas que me deixavam sempre na dúvida para além de que existiam certos cheiros um bocado agoniantes. Por outro lado havia um mundo de especiarias que me deixou tão entusiasmada que queria trazer quase tudo, principalmente porque muitas coisas não temos cá e os preços lá são uma verdadeira pechincha.  Estes mercados são também óptimos para comer, e acreditem que apesar do aspecto das ruas não ser o melhor, as comidas de rua são deliciosas e muito baratas, podendo assim comer uma refeição completa por menos de 2€.
A entrada para o Grand Palace foi uma aventura, principalmente porque estivemos perante a primeira tentativa de burla. A verdade é que a cidade não é violenta e em momento algum me senti em perigo, no entanto aqui qualquer turista é uma fonte de rendimento e por isso eles tentam extorquir tudo o que conseguem de nós. Pagamos sempre mais caro do que realmente é (mesmo quando fazemos a conversão e vemos que para nós é barato, estamos a pagar sempre 4 a 5 vezes mais), portanto a palavra de ordem é negociar tudo, desde uma viagem de tuk tuk a umas simples calças que queiram comprar. 
 A burla que nos tentaram fazer já a conheciamos do programa “Burlar Turistas” do National Geographic e basicamente consiste em abordar turistas ainda longe das entradas dos monumentos e dizer-lhes que nesse dia aquele monumento que queremos visitar está fechado ou que com a roupa que temos não podemos entrar, pois na Tailândia não se pode entrar de calções ou de alças nos monumentos. Depois dizem que nesse dia há um monumento que só abre um dia por mês e que por sorte é o dia em que estamos. Nessa altura já se aproximou um Tuk Tuk para nos levar, e o tipo continua a dizer que nos leva uma série de monumentos e ainda à zona de compra de pedras preciosas tudo por 1000 bahts (são 20€). Nós apercebemo-nos o que ele estava a tentar fazer, deixámo-lo continuar a falar e no fim dissemos que não. Ele claramente ficou chateado, insistiu mais uma vez e depois do segundo não, disse ao Tuk Tuk para ir embora e foi também.
Continuámos a andar e encontrámos a entrada do Grand Palace. Nesta zona existiam uma série de avisos aos turistas a dizer que os únicos dias em que aquele local encerra é no dia 5 e 6 de Dezembro e que os funcionários do Grand Palace não abordam turistas para passeios. Percebemos então que apesar de não ser uma cidade violenta temos sempre de estar atentos para não sermos enganados. Quanto à roupa, há sempre muita gente a vender calças e saias à entrada dos monumentos, portanto mesmo que vos digam que não podem entrar de calções, sigam viagem porque vão sempre encontrar quem venda. Foi assim que comprámos as peças para podermos entrar no Grand Palace e no Emerald Budha. 

O Grand Palace é a residência oficial do rei da Tailândia e de toda a sua família.
Para quem não sabe, Bangkok nem sempre
foi a capital da Tailândia, e esta nem sempre se chamou Tailândia.
Ali, desde o século 13, costumava ser o Reino do Sião, cuja a capital
era Ayutthaya. 
A situação mudou em 1767, quando o
exército da Birmânia (actualmente Myanmar) tomou a cidade, destruiu
praticamente tudo que encontrou pela frente e, como consequência,
derrubou a dinastia que estava no poder. Um general do Sião conseguiu
retomar o poder e expulsar os birmaneses, mas acabou por enlouquecer. Quem
ocupou o poder de vez foi outro general, que se proclamou rei e
inaugurou a dinastia Chakkri. Banguecoque tornou-se assim a capital desse novo reino,
em 1782.
Ao mesmo tempo que essa nova dinastia
tentava reunificar o Sião e fundava Banguecoque, os monarcas começaram a
construção do Grande Palácio. Erguido numa área de quase 220 mil metros
quadrados e cercado por 1900 metros de muros, tudo isso de frente para o
rio Chao Phraya, trata-se de um complexo de prédios, galerias,
pavilhões, jardins e pátios.

Um dos lugares que mais chama atenção, é o Templo do Buda de Esmeralda, ou Wat Phra Kaew, uma capela real, toda decorada em dourado, um estilo semelhante ao antigo templo que foi destruído em Ayutthaya. O destaque é para uma pequena estátua do Buda feita em jade, que data do século 14. 
Fora isso, ficam abertos ao público os pátios e jardins. A maioria dos
palácios só se pode ver de fora, mas ainda assim é interessante,
porque são construções bem diferentes do que estamos
acostumados a ver.
Aqui encontramos grandiosidade não
só no tamanho de cada templo, como na sua decoração. Ouro e pedras
preciosas decoram o interior e exterior de cada templo e tornam cada templo uma verdadeira preciosidade. Muitas estátuas de buda, vários locais
de oração onde todos os dias muitos tailandeses se dirigem para rezar e
muitos, muitos monges. É normal encontrá-los nas ruas, nos transportes
públicos ou até no supermercado e diz a tradição que sempre que vemos um
monge devemos ceder-lhe o lugar, seja numa fila ou num transporte.

Na próxima semana temos mais Banguecoque por aqui!

Janeiro 9, 2015
Janeiro 13, 2015

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7 Comments

  1. Responder

    Suuu

    Janeiro 12, 2015

    Que sítio fantástico!
    Acho que tudo que nos leve para fora da nossa zona de conforto é bom mas irmos para um país com costumes diferentes é sempre um grande desafio…

    Beijinho e fico à espera de mais!

    http://classy-mode.blogspot.pt

  2. Responder

    Cátia Rodrigues

    Janeiro 12, 2015

    Que imagens lindas, adoro este género de posts 🙂

    THE PINK ELEPHANT SHOE | FACEBOOK | INSTAGRAM

  3. Responder

    Alu

    Janeiro 12, 2015

    Adoro ler relatos de viagens. Gostei muito deste 😉 Aguardo mais!

  4. Responder

    Indigo

    Janeiro 12, 2015

    Fiquei muito curiosa para ir aí 🙂

  5. Responder

    Candybabe

    Janeiro 12, 2015

    Que maravilha!!!!
    As cores são demais!!!!
    😉

  6. Responder

    Sara Cabido

    Janeiro 13, 2015

    Que registos tão reais, que imagens maravilhosas, que cores fascinantes! Estou a adorar esta tua série de partilha da tua viagem! Fico, ansiosamente, à espera dos restantes posts!

    Sara Cabido | Little Tiny Pieces of Me

  7. Responder

    Margarida Ribeiro e Silva

    Janeiro 13, 2015

    Que sonho, poder ver esses monumentos todos! Parece mesmo ser uma cidade única 🙂 E tu estás tão bonita naquela fotografia das escadinhas ♥

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